domingo, 31 de janeiro de 2016

Tempo de eleição

Nesse ano, pois, de eleição,
Acelera o coração,
Só de parar pra pensar

Não se possui ninguém,
Nem aqui, nem em Belém,
Que se possa confiar

Tem aquele candidato,
Um tal de Senhor Renato,
Que suborna os eleitores

Aparece na tevê,
Ele diz e o povo crê,
Promete falsos favores

Vamos, pois, tomar juízo,
Parar de dar prejuízo,
Para o nosso bom país

Dar, pois, o voto secreto,
Ao candidato correto,
Para a gente ser feliz.

Cartas do amor demais

A Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade

Pai e filha, relação,
Entre cartas pela vida,
Desde criança pequena,
Até a hora da partida

Férias em Belo Horizonte,
Buenos Aires, casamento,
Separação e três filhos,
As tristezas e tormentos

Poemas e muitas crônicas,
Saudade tamanha, imensa,
Conselhos, abraços, beijos,
E uma fiel companheira,
Sendo a eterna recompensa

Porém num tão triste dia,
Deixou-nos a moça bela,
Seu pai, mui triste e abalado,
Pediu um favor a ela:

 - Que me leve junto a ti,
Ordeno-te suplicante,
Dê-me um último presente,
Um infarte fulminante

E assim como ele pediu,
Após duros 12 dias,
Foi para o céu encontrar,
Com sua grande alegria.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Jeito

Um jeito bom de viver,
Esta vida,
Concedida por Deus,
É saber que não há perder,
O que há, é deixar de ganhar,
Mas, independente disso, 
Amar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

FOTOPOESIA - 14



E tijolo por tijolo,
Colocados como num desenho ilógico,
Formaram a casa onde o amor habitaria.
A casa do amor não é preciso ser perfeita,

Pois ele já é e pra sempre será.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)

FOTOPOESIA - 13



E o astro-rei foi-se descansar,
Deixando o céu vago para a lua.
E o laranja que tomou conta do horizonte,
Era o “Adeus, nos vemos amanhã!”
E assim terminou o dia,

Nas terras pra lá da montanha.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)

FOTOPOESIA - 12



Ah, quem me dera estar na praia agora.
Deitar-me sob a sombra de um coqueiro,
Sentir, dentro de mim, a natureza,
Tocar a areia quente com meus pés,
Ouvir o ronco das ondas do mar,
Que levam e trazem amores, barcos, tristezas...
E aplaudir de pé o pôr-do-sol,

Que, corajoso, invade o horizonte.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)

FOTOPOESIA - 11



E o céu mudou de sabor,
Enchendo-se de nuvens de algodão-doce.
A criança pediu um pedaço,

E Deus o mandou em forma de chuva.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)

FOTOPOESIA - 10



Na estrada da vida em sociedade,
É proibido ultrapassar os limites do respeito.
Deixe-se atropelar pelo amor e pelo carinho,
E sua estrada da via terá menos buracos.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)

FOTOPOESIA - 9



A cidade do bonito e do feio,
A cidade do início, do fim e do meio,
A cidade do gago e do fanho,
A cidade onde, ser normal, é estranho.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)

FOTOPOESIA - 8



E as cascas dos olhos já cansados,
De ver, no mundo, tanta coisa errada,
Deixam entrar em suas velhas retinas,
A imagem da casca da boa árvore,
Que se renova a cada primavera.
Assim, de vontade de serem felizes de novo,
Caem, as cascas dos olhos, em lágrimas,
E, eles, renovados de esperança,

Veem uma razão para, então, existirem.

(créditos a fotógrafa Luara Priete Ribeiro Copetti)