Como aprendiz de poeta,
Um aluno da poesia,
Juro cumprir minha meta,
Levar, ao mundo, alegria
Alertar o que é errado,
Mostrar, sobretudo, amor,
Do povo desesperado,
Afastar, pra sempre, a dor
Juro cumprir a sentença,
De forma muito serena,
E seguindo minha crença,
Fazer, pois, valer a pena,
Que me deste em recompensa,
De alguma ideia pequena.
P.S.: Fazer valer a pena, a tinta e o papel, sempre.
"Na palavra vida perdi, na palavra morte ganhei, na palavra nada me vi, na palavra poesia parei."
quinta-feira, 21 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Da janela
Da janela do
meu apartamento,
Vi as costas
de um crocodilo virar a Mantiqueira,
Vi a
joaninha virar sol quando se põe,
Vi pessoas
virarem formigas,
Andando numa
fila indiana para o trabalho na fábrica.
Pequenos
alienados tais como máquinas.
Vi serpentes
de fogo virarem pipas,
Que colorem
o céu do meu país já tão sem cor.
Vi milhos
jogados no asfalto virarem táxis,
Vi um
monstro de poeira virar monóxido de carbono,
Que nos mata
por dentro a cada instante que saímos às ruas.
Da janela do
meu apartamento,
Vi uma cobra
cor de prata virar trem,
Que traz o
ferro roubado das Minas Gerais.
Vi pequenos
caixotes virarem importantes escritórios,
Onde
trabalham advogados importantes.
Vi uma poça
d’água virar mar,
Virar o
oceano que nos trouxe a língua.
Vi poucos
pontos verdes,
Tais como
nuvenzinhas de esperança,
Virarem
árvores da praça.
Da janela do
meu apartamento,
Vi grandes
flechas que querem chegar a Deus virarem arranha-céus.
Vi jogos da
velha cinzas e sem graças virarem cruzamentos de avenidas.
Vi um
sorriso torto virar lua,
Vi vaga-lumes
brancos virarem estrelas,
Vi teias de
aranhas virarem fios que correm pelos postes,
Levando luz
e saudades pelos espirais de cobre.
E vi também,
noutra janela a me olhar,
Uma moça que
me lançou um sorriso.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Conselho Árcade
Fuja da cidade.
Corte os excessos.
Liberte-se.
Vá a um lugar agradável.
Busque a espiritualidade.
Nirvane-se.
E corra, brinque, ame, aproveite o dia.
Porque o tempo não para.
Corte os excessos.
Liberte-se.
Vá a um lugar agradável.
Busque a espiritualidade.
Nirvane-se.
E corra, brinque, ame, aproveite o dia.
Porque o tempo não para.
domingo, 3 de abril de 2016
Caminhos
Amigo, por favor, tome cuidado,
Pois a vida não é um mar de rosas,
Há tempestades muito tenebrosas,
Que encharcam o caminho que é pisado
O andar vai se tornando complicado,
A marcha torna-se mais vagarosa,
Mas sem deixar de ser esperançosa,
Desbrava o tal caminhado enlameado
Outra vez, contudo, pode se abrir
Bifurcações que pedem uma escolha:
"Em qual seguir?" Tenha grande prudência
Pense muito em como vai, pois, agir,
Espero que bem plante e que bem colha,
Lembre-se: Em tudo há uma consequência.
Pois a vida não é um mar de rosas,
Há tempestades muito tenebrosas,
Que encharcam o caminho que é pisado
O andar vai se tornando complicado,
A marcha torna-se mais vagarosa,
Mas sem deixar de ser esperançosa,
Desbrava o tal caminhado enlameado
Outra vez, contudo, pode se abrir
Bifurcações que pedem uma escolha:
"Em qual seguir?" Tenha grande prudência
Pense muito em como vai, pois, agir,
Espero que bem plante e que bem colha,
Lembre-se: Em tudo há uma consequência.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Máscaras
Pra tudo ela
tinha máscara.
Uma lisa,
uma áspera,
Uma triste,
uma feliz.
E elas lhe
davam nomes,
E problemas
tão enormes,
Como os que
ela nunca quis.
Ela não era
tão forte,
Não tinha lá
grande sorte,
Em conseguir
amizades
Portanto ela
as colocava,
E
alegremente bailava,
Pelas ruas
da cidade.
Tinha máscaras
pra vida,
Pra guerra
que foi perdida,
Pra vitória
conquistada
E de papel
as fazia,
A que de
leve sorria,
E a triste,
já amassada
E nesse
mundo estranho,
Sem muitas
perdas nem ganhos,
Ela as seca
no varal
Para estarem
todas prontas,
Para os
desafios que encontra,
Na vida: um
carnaval.
terça-feira, 29 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Concílio
A São João XXIII
A avó teve medo de Deus,
Quando era criança.
Mas o mesmo Deus,
Severo e impiedoso,
Tornou-se o melhor amigo,
Da neta que agora crescia.
Foi tudo uma questão de concílio.
A avó teve medo de Deus,
Quando era criança.
Mas o mesmo Deus,
Severo e impiedoso,
Tornou-se o melhor amigo,
Da neta que agora crescia.
Foi tudo uma questão de concílio.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Para a poesia
Minha querida poesia,
Meu amor, minha alegria,
Venho hoje, a ti, falar
Que no nosso dia a dia,
Eu aprendi (quem diria!)
Que nasci para te amar
Você, a minha obra prima,
Mesmo quando não tem rima,
Parece, ao mundo, dizer
Que quem, do bem, se aproxima,
E que, aos outros, muito estima,
Sabe como se viver
Não tem medo, pois critica,
Ensina e dignifica,
A raça do ser humano
Ao mal, pois, sempre abdica,
Contra ele, lições, aplica,
Faz sensato o que é insano
Leva amor e mui carinho,
Ao coração que é sozinho,
Dando-lhe um pouco de paz
E aos que não possuem ninho,
Tal perdido passarinho,
Da esperança, um ninho, faz
E é por isso que te adoro,
Por ti toda noite oro,
Para que pra sempre exista
Pois de ti eu me decoro,
E com você, pois, namoro,
Amor à primeira vista.
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